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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Rapidinha

Domingo, 22h. Você dirigindo de volta pra casa.

Um cachorro, vira-lata, atravessa seu caminho e é atropelado.

O que fazer? Pra quem você liga? Pra onde levá-lo?

Eu ligo pro SAMU. E você? ...read more ⇒
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Copa 2014

Ocorreu o esperado. O Brasil será sede da Copa de 2014. O anúncio foi feito em Zurique, na sede da FIFA, com a presença de algumas personalidades deste nosso Brasil varonil como Aécio Neves, Paulo Coelho, Dunga e Romário, além do presidente Lula. Como o Brasil era candidato único, a decisão era sim ou não. Ouvi dizer que o sr. Blatter não gostou nada de países como Argentina e Colômbia terem ficado de fora da disputa. Há quem diga que tal decisão não foi legítima...

Apesar das precárias condições dos estádios e da vergonhosa infra-estrutura brasileira, a Copa vai ser mesmo por aqui. Com certeza, tem gente já contando com investimento da iniciativa privada para as devidas melhorias. Acho difícil não ser assim.

O grande legado da Copa para o Brasil, além dos estádios, será a infra-estrutura que permanecerá após o evento. Quem sabe teremos melhores condições nos transportes, na saúde e na educação? Ou será que depois de 2014, tudo vai continuar como sempre foi? Só vendo pra crer. Em se tratando de Brasil, eu não coloco minha mão no fogo.

Com certeza, falcatruas vão rolar. Não há como esperar que seja de outra maneira. O maior e mais recente exemplo que temos é o Pan(demônio), realizado no Rio. Super faturamento, atraso de obras, dificuldade de transporte e muitos outros problemas fizeram parte do nosso tão exemplar Panamericano. Dr. Ricardo Teixeira já trabalha "debaixo dos panos", para que nenhuma CPI seja instalada ou caminhe dentro dos conformes. Pode acabar afastando o investimento estrangeiro. O recado já começou a ser dado na capital suíça, em um jantar com os representantes de vários estados brasileiros. Só pode ser brincadeira.

Mas uma coisa é verdade: o bicho vai pegar. Se quando a Copa é disputada do outro lado do mundo, o Brasil já vira um verdadeiro carnaval, com a Copa aqui então...

Vai ser muito bacana, pelo lado do lazer, turismo, diversão...ruas cheia de gringos, muita gente vai querer aproveitar pra tirar um troco...estarei com 30 anos e gostaria muito de saber como estarei, aonde, fazendo o que da vida.

São 7 anos para a transformação. Acreditar eu acredito. Mas só acredito, vendo. Vendo trabalho, vendo investimento, vendo vontade de quem tem que fazer o que é certo. Ou será que essa será mais uma (e a maior) oportunidade para que muitos superfaturem os bolsos e deixem nosso país na miséria? A Copa é uma grande oportunidade para a reforma que o Brasil tanto necessita. Claro que muita coisa ainda vai faltar, mas essa oportunidade é unica. Aproveitemos senhores...aproveitemos...é o mundo de olho no país do futebol. ...read more ⇒
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Tropa de Elite

Finalmente, fui ver o tão falado Tropa de Elite. Nem queria pagar pra ver, já que tinha a opção do DVD pirata (já aqui temos um pequeno exemplo da situação do nosso país. Quem paga pra ver DVD pirata, contribui também para uma série de outros fatores. Correto? Mas isso é assunto pra outra postagem). Mas o J encheu tanto o saco que lá fomos nós. Foi bacana, não me arrependi de ter pago os 6 reais. E o filme é realmente um soco no estômago. Daqueles....

Saí da sala meio atordoado, meio perdido, pensando em mil coisas. Só tomando um "gelinho" depois pra clarear as idéias e fazer uma breve resenha sobre a película. Coisas que a gente sabe que acontece, que a gente cansa de ouvir e ver, mas que só acredita mesmo quando vê na realidade, na cara mesmo. E o filme é a mais pura realidade do que rola, tanto no morro quanto no asfalto. Corrupção, hipocrisia, injustiça e bandidagem são apenas alguns aspectos que são mostrados nesse filme, que considero o melhor filme nacional que já vi.

O filme realmente faz a gente (re) pensar num monte de coisa. Coisa banal que a gente nem imagina que faz parte de um círculo, que afeta toda a sociedade. Um carinha ali que fuma um baseado, que comprou com o chegado da faculdade, que tem o canal de outro no morro, que conhece o cara (esse é o cara mesmo!) lá de cima. A cada tragada, um camarada que toma um tiro, um outro que apagam, um outro que é torturado...e por aí vai. Realmente quem usa contribui, isso é fato. Por menor que seja a quantidade que o camarada compre, esse dinheiro faz parte do tal círculo.

Mas e aí? O que fazer? Muita gente que usa sabe que contribui e não vai parar de usar por causa disso. Até porque o tráfico não vai acabar por conta de um ou dez que abdicarem do vício. O bom do filme é exatamente essa repercussão, essa discussão que é gerada em torno da realidade, que aflige a todos, mesmo os (aparentemente) mais favorecidos ou aqueles não tão contribuintes da situação.

Assim como o cara que usa podia deixar de usar, o cara que vende, podia também deixar de vender e ir procurar um emprego decente. Mas a família do cara é pobre, todo mundo nasceu no morro, ninguém quer dar emprego pra ele, no último emprego em que ele esteve foi injustiçado porque era negro, etc... É realmente uma roda gigante de fatores que fazem as coisas serem da forma como são hoje.

Claro que o nível de contribuição de um é diferente do nível de contribuição do outro, mas todos temos uma parcela de culpa. Inclusive (ou principalmente) políticos que deixam de aprovar leis que poderiam favorecer ou amenizar a situação, e não fazem por interesses próprios, inclusive gente que dá esmola e não sabe pra onde essa grana vai (esse trocadinho pode muito bem ir pro vício do pai ou da mãe, que batem no moleque se ele não conseguir tantos reais na noite), inclusive mais um monte de coisa que acontece por aí.

Na minha opinião, a legalização seria uma boa opção. Ia (teoricamente) acabar com o tráfico e com essa guerra toda que rola nos morros do país inteiro pra saber quem é dono de qual boca. Coloca os lugares determinados pra usar o que for, quem quiser usar, usa, a vida é sua, se quiser fumar, beber, cheirar, injetar, vai fundo, a vida é sua maluco. Mas pra isso toda a droga que rola nos morros teria que ser apreendida, todo o movimento que rola de norte a sul do país teria que ser combatido e cessado, todos os policiais teriam que agir de acordo com o juramento que fizeram, não se "prostituirem" e por aí vai. Moleza...

Mas o filme traz discussões muito amplas, que com certeza causarão controvérsias, ainda mais em um país de quase 200 milhões de habitantes, onde cada um tem seu próprio interesse e uma determinada realidade e onde pouquíssimos pensam no coletivo.

Vi uma parte da entrevista do diretor Padilha com a Marília Gabriela, onde ele diz que para que todas as "barbaridades" que são mostradas no filme acabem, uma pancada de coisas deve acontecer. Entre elas: que os juros não subam durante tantos anos, que o país tenha uma considerável taxa de crescimento ao ano durante certo período, que os salários dos policiais sejam mais justos, evitando a corrupção destes ( a grana que esses camaradas ganham dos próprios donos do movimento ou de extorsões são bem maiores que o mísero salário que o governo paga) e por aí vai...

É uma cadeia de situações que faz o Brasil ser o que é hoje. Para acabar eu não tenho a solução. Cada um tem seu papel, sua importância e pode tentar contribuir do jeito que acha melhor, sendo-lhe ou não conveniente. Gostei demais do filme. Me fez parar pra pensar num bucado de coisas, muitas delas presentes diretamente em minha vida. Agora falta ler o livro. Esse também deve colocar um bucado de minhoca na cabeça de quem tiver tal privilégio.

Como diz a letra de PH: a culpa é de quem? A culpa é de quem? ...read more ⇒
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Calor? Nada...

Êta calor de rachar. Odeio calor nesse nível. É insuportável. Até pra dormir é complicado. E quando bate um ventinho pra refrescar, é um vento quente, seco.

Prefiro tempo muito frio a muito quente. O ideal é aquele meio termo, nem muito calor, nem muito frio. Mas quem disse que o mundo é perfeito?

O bom do calor é que ele atinge todo mundo. Pobre, rico, preto, branco. É claro que quem tem grana sofre menos, com ar-condicionado no trabalho, no carro e tudo mais. Mas uma hora esse calor sinistro pega a burguesia também, mais cedo ou mais tarde.

Mas fico pensando na moçada no interior de Pernambuco, por exemplo. O calor lá é muito mais intenso, rola o ano todo e a turma de lá não tem nem água direito pra dar uma amenizada na situação.

Se aqui em BH o bicho tá pegando e a gente ainda tem opções de chuveiro, piscina, mangueira ou até mesmo a fonte da Praça da Estação, lá a situação é muito pior. A água que eles têm é só da chuva, que não aparece há tempos. O rio mais perto (que com certeza, tá quase secando) deve ser há uns 200km do casebre (de barro) e o poço onde se retira a água deve estar seco há séculos também. Nessa hora dá até pra parar de reclamar um bucado.

Mas que tá calor demais, isso tá.

Mas uma chuvinha daquelas vem aí, se Deus quiser. ...read more ⇒
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Contra o aquecimento global


Queria saber por que todas as caixas de lanchonetes e padarias que me atendem, fecham a cara quando digo que não quero sacola plástica, que prefiro levar o que tiver que levar na mão, naquela sacolinha parda mesmo. Como se eu estivesse fazendo algo errado...

Ontem, não agüentei e falei: "Sabe por que eu não levo a sacola? Pra não contribuir com o aquecimento global. Eu sei que outras pessoas vão utilizar essa sacola, mas eu tenho que fazer minha parte, fazer o que eu acho correto." Ela olhou pra mim com uma cara de "ok, ok...próximo !!" Fazer o quê? Vontade que eu tive foi de mandar à...

Não que eu seja o cara que mais age a favor do não-aquecimento global, mas algumas situações estão perfeitamente ao nosso alcance. Tirar eltrodoméstricos e aparelhos eletrônicos da tomada, quando não estão sendo utilizados, é uma delas. Aos poucos, a gente vai conhecendo outras formas de contribuir. Acho que vou até a começar a levar um tanto de sacola plástica pro supermercado, pra evitar de utilizar as que já estão lá. Ou então começar a utilizar sacolas de tecido. Essa eu acho uma ótima idéia.

Mas existem coisas que eu não faço, mas que poderia fazer. Reciclar é uma delas. Mas quando é possível jogar vidro numa lata de lixo só de vidros, plástico numa lata de lixo só de plásticos, eu jogo. Igual tem no Banco Real, sabe? Acho bacana.

Jogar lixo na rua também acho um absurdo. E admito que às vezes eu jogo. Raramente. Em muitas ocasiões, guardo o papel ou o que for, pra jogar no lixo assim que for possível. Não custa nada. Mas o comodismo insiste em aparecer, uma vez ou outra. Vou procurar evitar.

No final de semana, fui ao supermercado e fiquei indignado quando vi um cara parando o carro na vaga para deficientes. Xinguei o cara todo (não pessoalmente, mas com a P.C) e quando vi, o cara era mesmo um deficiente. Fiquei azul. O pior é que eu acho que o cara sacou que eu estava falando mal dele. Bem-feito pra mim. Muito bem-feito. Só assim a gente aprende.

Finalizando, fui no Salão do Estudante ontem. Quando cheguei, já estava acabando, mas deu pra pegar folders e informações interessantes. Não custa nada dar uma lida e ver as propostas. Quem sabe um dia esse intercâmbio cultural acontece.... ...read more ⇒
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terça-feira, 11 de setembro de 2007

É claro...

É claro que eu não consegui parar de roer as unhas. Mas ainda tento. Um dia eu chego lá.
Descobri também que as dores que eu sentia não tinham nada a ver com apendicite e sim com os abdominais em excesso que ando fazendo. Que burro...

É claro que Igor Jorge não parou de pitar seus caretinhas. Ele não pensa mais em parar. Pelo menos por enquanto. Segundo ele, não era feliz quando estava sem fumar. Ai ai...

É claro que não deixo de ir aos jogos do Atlético, mesmo com as atuações pífias que o time vem fazendo. Na verdade, eu só vou porque ganho o ingresso. Porque se fosse pra pagar... ...read more ⇒
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Salão do Estudante

Uma boa oportunidade para quem pretende ou pensa em fazer um intercâmbio é visitar o Salão do Estudante, que vai acontecer dia 18, terça que vem, no Hotel Mercure, em Lourdes. A entrada custa 10 reais (5 para estudantes), mas quem acessar o site www.salaodoestudante.com.br, pode imprimir um ingresso, que dá acesso gratuito ao evento.

Acho que vou dar uma passada lá. Não suporto mais essa vida de funcionário público, coçando o saco o dia todo e sendo obrigado a estudar, estudar, estudar e estudar (não que eu esteja estudando tanto sim...) para mudar de vida. Tá cheio de gente aí com um emprego bacana, ganhando um salário razoável e que não tem que passar por nada disso. Mas é a vida né, cada um com seus problemas.

Uma viagem para o exterior pode ser uma boa oportunidade para que eu mude de vida (temporariamente). Conhecer lugares novos, gente bacana, outras culturas. O que falta é grana. Mas não custa nada dar uma passada e uma estudada nas propostas que surgirão. Com certeza dá pra fazer um pé-de-meia por lá e voltar com uma graninha. A grande pergunta é: e o retorno? Uma mão na frente e outra atrás? Apesar da experiência que terei, isso não é garantia nenhuma de emprego por aqui, quando eu voltar. Exemplos não faltam.

Mas acho que vou lá mesmo assim... ...read more ⇒
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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Onicofagia

Preciso urgentemente parar de roer unha. Tenho esse hábito há muito anos, fruto da minha ansiedade e nervosismo. Há alguns dias comecei a sentir pequenas dores na região do abdômen. Acabo de ler na internet sobre apendicite e outros sintomas que ocorrem quando tal doença se manifesta. Acho que não é nada, até porque essa dor é super rápida. Creio que seja uma espécie de aviso. Se não for, considero como sendo. O medo em passar por outra cirurgia me faz repensar para que esse hábito suma da minha vida.

Uso, de vez em quando, uma espécie de esmalte que deixa um gosto horrível nas unhas. Preciso usar mais. Mas preciso mesmo é ter mais força de vontade para que minhas unhas cresçam normalmente. Elas nem começam a crescer e já são roídas. Às vezes, fico horas tentanto tirar uma pontinha ou outra que sobrou. Principalmente umas que ficam bem no cantinho. Argh!

Imagine a sujeira que não temos nas unhas e as bactérias que vão diretamente para dentro do organismo. Apesar da cirurgia para retirada do apêndice ser teoricamente tranquila, não quero passar por outra cirugia. Os exames, a ansiedade pré-hospital, a internação, o cheiro de hospital, a espera (quanta espera!), a ida para o andar da cirurgia, aquela roupa que deixa qualquer vento entrar na bunda, a anestesia, o pós-operatório, a fisioterapia, os atestados, as enfermeiras super simpáticas, os remédios, as muletas, os travesseiros companheiros de horas e semanas, os mesmos programas de TV todos os dias, a rotina, os gritos por socorro, o longo caminho ao banheiro logo ali, do outro lado do corredor, as dores...aff! Definitivamente preciso fazer algo para evitar todos esses traumas e pesadelos. Ainda há tempo. E só depende de mim. Não sei como vou fazer, mas preciso de uma vez por todas cortar esse hábito do meu dia-a-dia.

Já ouvi várias sugestões: pirulito, pimenta, chiclete, colocar a mão no bolso, bater palma...uma pior que a outra. Mas se eu tiver realmente força de vontade eu consigo. Não é possível. Igor Jorge vivia roendo unhas e conseguiu parar por contra própria. Hoje, suas unhas fazem inveja a qualquer roedor nato como eu e Gorjão (ele também precisa muito parar com esse hábito horrível). Agora só falta o filho do Jotinha largar o vício do tabaco. Quem já parou uma vez ou mais consegue parar de novo. Se quiser, podemos fazer um pacto. Eu paro com as unhas e ele com a caretada. Fechado? ...read more ⇒
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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Até quando?

Sei que hoje nada está fácil pra ninguém. Ou pra maioria. Todo mundo tem que correr atrás e fazer por onde ter uma condição melhor. E eu me preocupo bastante quando reflito sobre a minha situação. Atualmente, a única possibilidade que vejo pra ganhar uma grana melhor e ficar mais tranqüilo é passando em um concurso. Apesar de formado, tive apenas uma oportunidade de trabalhar na área de publicidade como estagiário. E foi só.

Percebi tarde demais que meu negócio era mais pro lado do jornalismo e decidi me formar em publicidade mesmo assim. Não que eu não goste de publicidade. Pelo contrário, acho fascinante. Mas também adoro jornalismo e acho que nesse meio, teria mais condições e possibilidades de lograr êxito.

Gostaria muito de trabalhar na área de publicidade, uma vez que sou formado há mais de um ano. Mas no momento, não vejo possibilidades. O único caminho que vejo, como disse anteriormente, seria passar em um concurso. Apesar da função que eu venha a conquistar ser bastante distinta daquilo que almejo de verdade, seria uma ótima ter uma remuneração melhor, que me garantisse uma situação mais cômoda no dia-a-dia. Nunca fui muito apegado a dinheiro e coisas materiais. Mas a importância desse pedaço de papel hoje me faz deixar de lado as minhas reais vontades em relação a trabalho e satisfação pessoal.

Pelo menos, por agora. Do salário que recebo, não sobra absolutamente nada para que eu possa iniciar uma poupança, guardar uma grana pra viajar ou fazer qualquer outra coisa que me interesse no futuro. E fico pensando até quando vou ficar nessa situação. Quero muito crescer, mostrar meu potencial (que eu sei que tenho), minha vontade de aprender coisas novas, adquirir experiência.

Para passar em um concurso público, é necessário muito empenho, força de vontade e dedicação. E as matérias são simplesmente um pé no saco. Mas vejo essa a possibilidade mais promissora que existe no momento para dar aquele "up" na minha vida. Claro que não desisti de trabalhar em outras áreas que possam aparecer no futuro, mas agora acho que um foco é necessário, ter uma meta traçada.

Pode ser que não dê certo ou que demore muito tempo pra acontecer (a média de tempo que uma pessoa estuda para passar em um concurso é de 3 a 4 anos).

Às vezes, a situação nos faz refletir e duvidar de nossa própria capacidade e esforço ( ou será a falta dele?). Mas quem espera sempre alcança. E esperança eu tenho de sobra. ...read more ⇒
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sexta-feira, 20 de julho de 2007

Blog mais lido

Tô quase lá...rs...


http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1772679-EI4802,00.html ...read more ⇒
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quinta-feira, 12 de julho de 2007

Pan!

Tenho a impressão que, durante o Pan(demônio), a divulgação de notícias de violência e crimes no Rio de Janeiro irá reduzir drasticamente.

Por que será?

É ver para crer. ...read more ⇒
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quarta-feira, 11 de julho de 2007

Toma!


Ontem vi uma notícia linda! Um ministro chinês foi executado devido a um crime de corrupção que cometeu.

Taí uma ótima idéia pra ser implementada por aqui. Queria só ver quem ia meter a mão no dinheiro do povo. Cambada de pilantras!

E deviam ter diversas formas de execução. Boas idéias poderiam ser tiradas de culturas da Ásia e Oriente Médio. Uma delas é enterrar a pessoa todinha, e deixar só a cabeça pra fora da terra. Quando a pessoa estivesse lá, estática, imóvel, era aberta uma portinha, de onde saíam alguns elefantes, em direção à aquela cabecinha...hum...que maravilha...apenas um passo certeiro ou um chute bem colocado para ir para onde merecem.

É duro desejar isso, mas depois de 395805243 casos de corrupção, é a única alternativa que vejo pra que tais casos não ocorram. Sei que é delírio, mas que seria uma ótima idéia...não há dúvida !
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Falou tá falado!

Tem um ditado que diz: "Não faça com os outros o que você não gostaria que fosse feito com você". Na maioria das vezes, ou sempre que posso, procuro seguir tal ditado. Odeio deixar os outros esperando. Odeio! Mas odeio mais ainda quando me deixam esperando. Ou falam que vão ligar ou estar presente em determinado lugar e horário e simplesmente somem, não vão. Se não vai ou não sabe se vai, porque falar que vai? Situações como essa são imperdoáveis, salvo quando acontecem imprevistos de verdade, como pneu furou, tomou um tiro, sei lá...

Uma coisa que faço questão é honrar meus compromissos. Se eu falar que vou, eu vou. Pode esperar. Na data, horário e local marcado. É batata. Até certo tempo atrás, admito que eu não era assim. Mas a influência de um amigo me fez ver e perceber que realmente é lamentável não honrar com a palavra, não fazer aquilo que foi prometido. Independente se foi combinado com fulano ou ciclano, próximo ou não. Não existe nenhum problema em falar que não vai, não sabe, não quer. Nenhum. O foda é falar que vai e não ir e deixar o outro esperando. Pior ainda quando nenhuma satisfação é dada. Simplesmente deixam a outra pessoa esperando, sem saber se o descompromissado furou mesmo, de corno que é, ou se algo aconteceu, grave ou não. De qualquer forma, uma satisfação tem que ser dada quando o compromisso não puder ser honrado.

Quando marco um horário, costumo chegar até antes, pra evitar transtornos e imprevistos. Nunca se sabe o que pode acontecer no trajeto. Mas se não der pra ir, eu aviso.

O pior é quando tal situação acontece com um amigo seu. O cara combina com você, não vai e não avisa. O cara com certeza pensou em você, no compromisso que marcou, sabe que não estará presente e não faz nada para te avisar. Nada! Isso pra mim é o cúmulo. Se o cara não lembrasse de você, simplesmente esquecesse, eu ficaria menos puto. Mas quando o cara sabe que combinou, lembra e faz questão de não avisar e deixar o outro "amigo" esperando, é o fim da linha. Cúmulo da cara-de-pau, da pilantragem, sacanagem, e tudo mais que possa denominar para uma situação como essa.

Esse texto vai servir de indireta pra muita gente. Quem sabe eles não caem na real? Errado eu não estou, não estou mesmo!

ps: se eu cometer tal erro, podem me cobrar! Mas adianto qua vai ser difícil de acontecer... ...read more ⇒
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segunda-feira, 25 de junho de 2007

Faz parte

Tinha um bom tempo que não via o galo tomar de 4. Nos dez primeiros minutos de jogo, o time estava até bem, mantendo a posse de bola, colocando o time delas na roda. Mas foi só. Não conseguiu fazer mais nada depois disso e se limitou a errar passes em demasia e sofrer contra-ataques (dois deles, mortais). Tomar um gol no último lance do primeiro tempo foi foda.

No segundo tempo o jogou mudou. O time entrou bem, foi pra cima e conseguiu um gol logo no começo. Tudo que qualquer atleticano queria. O segundo gol foi questão de tempo, uma vez que o adversário recuou bastante, só aguardando uma oportunidade para encaixar mais um contra-ataque. De repente, o pênalti. Inexistente, roubado, lindo. Mas tem aquela velha história: "Pênalti roubado não entra". Claro que várias penalidades inexistentes já entraram, como por exemplo nos 4 a 0, onde o Fábio ficou até de costas, tamanho vexame. Coitado. Se bobear só joga ano que vem...mas isso é outra história.

Mas se o pênalti fosse convertido, a história seria outra, sem sombra de dúvidas. Mas o 10 bateu mal, muito mal. Meia-altura, no meio do gol. Brincadeira. O cara treina seis vezes na semana pra fazer um papelão desses. Eu não admito. Ainda mais em clássico. Um gol naquele momento faria o time delas desabar. Mas como errou, aconteceu o contrário. Vieram pra cima, e conseguiram um gol, numa jogada bem trabalhada. Defesa aberta, passe no vazio, gol. Aí complicou. Tira Bilú e coloca Vanderlei. Achei que nem no banco esse estava. Mas já era tarde. Mais um contra-ataque, o gol da misericórdia. 4 a 2.

Achei que no primeiro tempo o time errou demais. Danilinho principalmente. Sempre querendo tocar de primeira, não acertou uma. Porra! Domina a bola, carrega, trabalha...
Detalhe: Danilinho sempre querendo tocar de letra, calcanhar... É classico porra ! O cara devia estar achando que era Galo e Remo.

Pra mim, Tchô merece uma chance no time há muito tempo. Mas parece que o tal Danilo é intocável no time de Armelindo Donizetti.
Mas pelo menos PH começa a ter chances frequentes. Esse vai longe.

Perder clássico é normal, acontece, faz parte.

O que não dá é pra insistir no mesmo erro num clássico e errar uma penalidade em momento crucial. Aí fode tudo.
Esqueçamos essa pedra e vamos em frente.
Esse time ainda pode render bons frutos. ...read more ⇒
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terça-feira, 12 de junho de 2007

Já parou pra pensar?

Você já pensou pra pensar na pessoa ao seu lado? Em tudo que ela já passou, em tudo que acontece na vida dela, nas coisas que ela tem, faz, já foi, etc, etc, etc? Eu já.

Já pensei nisso várias vezes, ficar imaginando no que acontece na vida daquela pessoa que está perto da gente, conhecida ou não.

Só pra ilustrar: dia desses vi um conhecido meu na rua que eu não via há muito tempo. Ele tinha sido da minha sala quando eu tinha uns 10 anos, lá no Santo Antônio. Em uma determinada época, o menino perdeu a mãe. Imagina que barra. Moleque de 10 anos...

Imaginei que quem estava passando na rua ao lado dele não fazia nem idéia de quem se tratava e do que ele havia passado. Com certeza ele também não tinha a menor idéia do que as pessoas ao lado dele haviam passado. A minha "viagem" é exatamente emcima disso.

A gente pode estar ao lado de uma pessoa que acabou de passar 20 dias em Roma, fazendo uma pós, como pode estar próximo de alguém que sofreu um acidente super sério e ficou mais de um mês em coma, como perto de alguém que vai disputar as próximas Olimpiadas. E a gente não faz nem noção.

Se eu, com 23 anos, já passei por um bucado de coisas, fico imaginando o que o pessoal mais velho já passou. E com certeza, eles já passaram por experiências bem diferente das minhas, como por exempo investimentos financeiros, filhos, não sei quantas separações, etc, etc, etc.

Acho que cada experiência tem um valor e uma carga de aprendizado pra cada pessoa, seja ela boa ou ruim. Algumas pessoas aprendem mais com umas situações, outras menos com a mesma situação. Aí, já é questão de valor que cada pessoa dá para as coisas.

Claro que esse assunto não tem a menor importância e que ninguém vai sair por aí falando pra todo mundo o que já fez, quem é e o que vai fazer nos próximos dias, anos ou meses. Mas como esse blog serve exatamente para que eu possa externar meus pensamentos e devaneios, aqui está.

Viajei...rs... ...read more ⇒
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sexta-feira, 18 de maio de 2007

Nostalgia / reflexão

No caminho pro serviço hoje, vi dois casais dormindo na rua. Sei que isso está presente no dia-a-dia de qualquer pessoa que mora em uma cidade grande ou média, mas parece que hoje vi a coisa mais de perto. Eu meio que senti na pele. Deve ser foda não ter onde fazer um xixi, tomar um banho...e o frio...putz...já pensei nisso várias vezes, mas só agora tô resolvendo escrever. Complicado.
Meu pai me falou um dia que tinham uns fiscais da prefeitura, em determinada época, que abordavam esse pessoal de rua, oferendo um lugar coberto, onde eles teriam direito à comida, assistência psicológica e tudo mais. E tinha muita gente que não aceitava, de jeito nenhum. Batia o pé mesmo. Me indago o porquê. Vai saber o que passa na cabeça desse povo que mora em rua. Cheio de gente louca, acabo morrendo de rir de alguns. É triste, mas tem hora que só rindo mesmo; tem cada peça rara.
Lembro da "Dona Justa", uma senhora muito louca que vivia nas ruas de BH, com um vestido vermelho, toda maquiada, vivia conversando sozinha e mexendo com os outros. Surtada, a coitada. Era divertidíssimo vê-la surtando por aí. Nunca mais a vi. Mas essa é do tempo que eu era bem pequeno.
Tinha também a Teresa, essa é lendária. Vivia varrendo a calçada no trecho da Rua Grão Mogol com Avenida Uruguai, com sua boneca a tira-colo. Cantava o dia todo e era conhecida por todos. Acho que até morreu já.
Lembro que via essas duas figuras em passeios com a família Ottoni. Abrindo um parêntes, me vem agora um breve momento de nostalgia. Me recordo agora do "Caminho do ventinho". Tal termo era apenas para mostrar a passagem pela Avenida Nossa Senhora do Carmo, onde eu colocava a cabeça pra fora da janela e sentia aquele ventinho no rosto. Mas o "caminho do ventinho" era só ali, naquela avenida. Coisa de menino. Eu adorava. Outra peça rara dessas que vivem na rua é um moreno, que até pouco tempo o vi novamente em seu local-padrão: Avenida do Contorno com Rua Grão Mogol. Ali, em frente ao Pastel. O cara pede dinheiro pra todo mundo e quando você fala que não tem, ele solta: "Pode ser cheque". Vai ser cara-de-pau assim lá na...
Em relação a esse pessoal que vive na rua, a situação é mesmo complicada. Odeio dar dinheiro pra esse pessoal, acho que não vai ajudar em nada. Dali a 10, 20, 40 dias você vai voltar e eles estarão no mesmo lugar. Ou então, em outro sinal próximo. É tiro e queda. Ou você já viu algum mendigo que saiu da pinda devido à contribuição enorme de parte da população? Eu nunca vi e nem acredito que dando esmola vai resolver alguma coisa. Pelo contrário: acho que dando esmola, a gente incentiva o camarada a ficar ali. Quanto mais dermos, mais convencido ele vai estar de que aquela situação não precisa de mudança. Mas é foda: se a gente não der, quem vai ajudar os caras? O governo? Em alguns casos, até acontecem alguns projetos e iniciativas, como a que eu citei no início do post, mas acho que não cabe à população, ajudar esse pessoal tirando do seu próprio bolso. Que se faça uma associação, crie um projeto, sei lá. Mas ficando dando esmola todo dia não dá. Aposto que Vinícius Ferreira Magalhães concorda comigo em gênero, número e grau.
Outra situação que me chamou a atenção é dos 10 garotos atleticanos com paralisia cerebral que foram à Cidade do Galo. Um deles fez até uma "apresentação artística" para os jogadores. Recebeu aplausos. Achei ótima a iniciativa da visita.
Tais situações citadas me fizeram pensar em como sou sortudo por ter uma família legal, um lugar onde morar, dormir, uma cama quentinha me esperando quando chego morto do cursinho, por ter amigos de verdade e o mais importante, por ter saúde. Sem saúde não somos nada. Você pode ser o cara mais rico do mundo. Se você não tiver saúde, tá lascado. Pode saber.
Acho que posso considerar que tal postagem obedece ao que chamo de "função social" do blog. Será que alguém vai dar uma refletida sobre isso? Eu dei. E foi massa, valorizei muito mais as coisas que tenho.

Inté... ...read more ⇒
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quinta-feira, 17 de maio de 2007

Função social

Mais uma idéia que anotei em um guardanapo, em um momento de lampejo, instantes antes do apito inicial entre Atlético e Náutico. Não pude deixar escapar.
Em uma das aulas de Direito que estou tendo, foi citada uma certa função social. No caso função social de um lote ou propriedade, que não pode ter 100 metros quadrados e desses 100, utilizar somente 30 ou 40. É necessário que o lote ou propriedade desempenhe sua função social por completo. Ao contrário, tal propriedade pode ser arrendada ou seja lá o que for.
Enfim, o que quero dizer é que estava eu pensando no meu blog e me veio tal termo: função social. Imaginei que não é somente no caso de propriedades e latifúndios que tal função pode ser desempenhada. No caso dos blogs tal termo também pode existir.
A função social de um blog pode ser traduzida através da reflexão que a pessoa fará sobre aquele assunto após a leitura. Tal reflexão pode fazer com que atitudes e pensamentos de tal pessoa mudem ou sejam revistos. Dependendo do que for postado, a pessoa somente lê e pronto. Não que isso seja ruim. Mas despertar o pensamento do internauta para assuntos mais construtivos e sociais é bastante interessante. Adoro escrever sobre meu cotidiano, sobre as coisas que acontecem em minha vida e tudo mais. Mas muitas vezes, alguém vai ler e falar:"blz, ok, foda-se."
Posso explorar melhor o blog, que apesar de ser apenas um entre milhares de outros existentes, pode fazer alguém pensar, refletir sobre determinado assunto e quem sabe, fazer essa pessoa agir ou pensar de modo diferente, a partir daquele momento. Quem sabe assim, de pouquinho em pouquinho, o mundo não melhora...rs...que pretensão!
Ás vezes, é preciso fazer as pessoas pensarem sobre determinado assunto para que sua opinião e atitudes sejamrevistas, repensadas.
Só de alguém ler algum post, refletir e agir de modo mais democrático, mais humano, menos egoísta já vale a pena demais ter um blog. Essa é a função social que estou falando.
Já que o blog existe, posso fazer dele um meio de reflexão, um meio de melhorar a visão das pessoas sobre determinados assuntos. Não custa nada tentar.
Muita gente pode achar que é só mais um "blá blá blá", que pode ser muita pretensão minha querer mudar o pensamento das pessoas. Não quero mudar o pensamento de ninguém. Quero apenas tentar fazer com que as pessoas reflitam sobre determinados assuntos, que venham a ser postados. Quem sou eu pra mudar o mundo? Mas que posso muito bem aguçar essa reflexão pessoal de cada um , isso eu posso. A internet nos permite isso, a partir do momento em que qualquer um pode ter um blog e escrever sobre o que quiser, além do fato de que qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode acessar qualquer site que quiser e ler sobre o que for de sua conveniência. A possibilidade de tal reflexão não é difícil. Basta que a pessoa se identifique com o tema e leia o texto até o final...
Mas só o fato de praticar a escrita e colocar meus pensamentos num "papel" já é bom demais. Parece que tiro um peso, fico mais leve...

Até o próximo post. ...read more ⇒
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quarta-feira, 16 de maio de 2007

Kd?










O Galo continua sem um comandante.

Chico Formiga pode ser uma boa opção.

Lembram-se dele?

Em 93, fez o América-MG jogar bola, e muito bola.
Miagres, Estevam, Marins, Lelei e Ronaldo. Taú, Fagundes e Flávio (Lopes). Euller (filho do vento), Hamilton e Róbson.
Que time! Essa escalação não esquecerei tão cedo. Época boa, muito boa...
Nome: Francisco Ferreira de Aguiar (Formiga)

Naturalidade: Araxá (MG)

Clubes em que atuou: Cruzeiro, Santos (1950 a 1956), Palmeiras (1957 a 1959), Santos (1960 a 1962)

Títulos: campeão paulista (1955, 56, 60, 61, 62), da Taça Brasil (1961 e 62), da Libertadores (1962) e do Mundial Interclubes (1962) pelo Santos

Atividade atual: coordenador das divisões de base do Santos Futebol Clube
Entrem:
Acho que ele prefere ficar lá em Santos, pertinho da dinda...faz bem...
bjus e saudades!
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terça-feira, 15 de maio de 2007

Paranóia

Acho que estou ficando doido. Pelo menos parece. Tenho sonhado com umas coisas meio estranhas ultimamente. Hoje foi brabo. Depois que entrei num cursinho pra conseguir uma vaga dentro do TJ, minha cabeça parece que deu uma pirada. Sei que preciso estudar, preciso passar, dar um "up" na minha vida, e tudo mais...mas preciso de alguns momentos de paz, descanso. Esses momentos seriam exatamente as horas que durmo, mas são nessas horas que minha cabeça parece não estar no lugar. Me vejo dentro de uma sala de aula, professor fazendo questões a todo momento, da um pra dois, da dois pra quatro, da quatro pra sete e mais, e mais, e mais questões, uma atrás da outra. A sala cheia, o professor dando aula e eu ali, no meio daquele sonho, sem saber se estou acordado ou não. Coisa meio sem explicação. Do nada, o sonho muda. Jogo do Santos, Copa Libertadores da América, semi-final, jogo disputado, Zé Roberto mete um golaço, de cobertura. Eu, no sonho, durmo e escuto meu irmão gritando com o gol, desesperado. Sei que são 3h da manhã e imagino: "peraí, são 3h da manhã, não é possível que o Santos esteja jogando uma hora dessas". Mas estava. Os gritos pareciam muito reais. Eu, doido pro meu irmão acabar com a gritaria preu dormir em paz, tranquilo. Mas não. Quem entra no meio da gritaria é Ana Maria, nem lembro o que ela gritava, se comemorava o gol ou se mandava o gordo ficar quieto. Só sei que no meio da discussão dos dois, meu irmão solta um" O cheque, o cheque que minha madrinha me deu...o cheque". Acordo. São realmente 3h da manhã. Eu jurava que era verdade, que estava escutando os gritos, a discussão. O pior é que, eu dormindo, sabia exatamente como tinha sido o gol, e até entendia a forma como meu irmão comemorava, fora um golaço mesmo, de tirar o chapéu. Agora, acordado, começo a cair na real, vejo que nada daquilo ocorria. Até que...um grito..."Daaaanyyyy !!!" Minha mãe me gritando, lá de fora. Esse era verdade, tinha certeza !! Não estava tão doido assim. Até que escuto o ronco da madame lá de seu quarto, um ronco profuuuuundo....Realmente era tudo sonho, sonho louco demais.
Sei lá. Acho que se minha cabeça tivesse mais tranquila não iria ter esses sonhos, essas viagens. Sou preocupado demais com as coisas. E ultimamente, esse concurso tem me deixado meio fora do ar. As aulas são pesadas, mas consigo acompanhar. Estudo no tempo que me resta durante a semana e final de semana também. Claro que deixo um tempinho pra algumas devoções...senão eu piro de vez mesmo, começo a sonhar acordado...rs...mas queria ser mais tranquilo, mais calmo com as coisas. Mas não consigo. Sou auto-exigente demais e acabo colocando um bucado de pressão em mim mesmo. Mas acho que tem que ser desta forma. Sou assim, e acho que vai ser difícil mudar esse meu jeito. Só espero que tais devaneios não se repitam, através deles vejo que realmente preciso de um descanso. Mas não agora. Agora é hora de correr atrás, fazer por onde. Se não der, não deu. Mas fiz o que pude, tentei. O pior é que não posso parar, não posso desistir se o TJ não der certo. Mas prometo que vou tentar fazer um trabalho comigo mesmo pra ficar mais calmo, menos afoito com essa aspiração minha. Acaba atrapalhando....mas que foi um golaço do Zé...putz....isso foi.... ...read more ⇒
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quinta-feira, 3 de maio de 2007

Mais uma...

Putz...tempaço que eu não escrevo aqui...e olha que o mais difícil é ter as idéias sobre o que escrever. E eu já tinha tudo anotado, sobre as idéias que havia tido e tudo mais. Deixei pra agora por comodidade. Mas vamos lá.
Em uma das minhas postagens mais recentes, escrevi sobre os filmes que tenho visto ultimamente. É costume meu ir semanalmente ou quinzenalmente ao Palácio das Artes ver algum filme ou curtas que estejam em cartaz. Acho o clima de lá muito massa, é pertinho de casa e os preços são super em conta, quando não são de graça. Claro que não é toda vez que saio de lá achando o filme super interessante, mas é um programa que curto muito fazer. Às vezes é muito bom dar um role sozinho, dar uma esvaziada nos pensamentos, ir ver um filme, andar voltando pra casa viajando...bom demais....rs.....
Resolvi escrever sobre esse assunto minutos antes de uma sessão de curtas no Palácio. Estava só esperando o filme começar, a sala vaziaça e eu loooonge....ocorreu-me um lampejo e não pude evitar: peguei o primeiro papel que vi e comecei a escrever feito louco, sobre tudo que me vinha à mente. Na hora de escrever, é que as idéias acabam saindo mais organizadas. Mas o que eu queria falar aqui é exatamente sobre filmes que não tenho muita vontade de ver. Filmes que têm uma puta produção, rios de dinheiro rolando solto e na hora de fazer, pecam. Muitas vezes, esse dinheiro podia ser muito mais bem aproveitado. Mas depende também da proposta do diretor e da própria idéia do filme. Às vezes, o filme já é uma merda muito antes de ir pro papel. É claro que existem oportunidades em que o filme é nota 10 e tais infelicidades não ocorrem.
Admiro muito as produções independentes e alternativas, tanto nacionais como oriundas de países bastante desconhecidos, em termos de produção e prêmios. Muitas pessoas nem imaginam que existam produções cinematográficas, fundações, associações e centenas de idéias que dariam um super filme em países como Irã, México e Índia. Filmes que na maioria das vezes, são direcionados para um ponto de vista mais humano e pessoal e que na minha opinião, são muito mais proveitosos. Ao contrário de outros filmes, que se baseiam em idéias fúteis e que não costumam acrescentar muita coisa para quem assiste. Mas tem gente que gosta e eu respeito. Fazer o quê, cada um tem suas preferências. Mas sinceramente, os barulhos (ai, os barulhos...ensurdecedores....) não me caem nada bem. Mas querendo ou não, sempre acabamos caindo em algumas armadilhas que existem por aí. ...read more ⇒
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quarta-feira, 11 de abril de 2007

Trocando as bolas

A realidade provoca mudanças em todos os sentidos, inclusive de comportamento. E tais mudanças ocorrem com pessoas de todos os níveis econômicos. Tanto os de baixa renda, que trocam a ida ao serviço de ônibus por uma longa caminhada, como os mais privilegiados, que agora, têm que fingir que pouco (ou nada) têm. É a mais nova “mania” dentre aqueles que sempre foram os mais requisitados, invejados ou badalados por aí. A falta de segurança e o medo de assaltos e seqüestros fazem com que as pessoas de condições mais oportunas mudem suas atitudes e comportamentos. A novidade agora, dentre os que detêm maior poder aquisitivo, é a utilização de marcas mais simples, corte nas etiquetas de roupas ou remendos em tais utensílios e acessórios. Tudo para evitar chamar a atenção daqueles que vivem de roubos e assaltos nas grandes cidades.
Para quem é obrigado a realizar tais mudanças, deve ser complicado. Fingir não ter o que têm, fingir ser quem não é, parece ser uma missão indigesta para tais pessoas, que com certeza estão (ou estavam) acostumadas com o luxo, a atenção, a inveja (dos outros). O mais engraçado é que as pessoas de baixa renda compram produtos “piratas” (que se parecem bastante com os originais) para fingir ou ter a sensação de estar usando algo mais atual, mais “na moda”, ao passo que aqueles que realmente têm as condições de pagar pelo produto original das marcas mais famosas do mundo, são obrigados a fingir que nada (ou pouco) têm. Só no Brasil mesmo que tudo acontece ao contrário. Polícia é bandido. Bandido é polícia. Rico finge ser pobre e pobre finge ser rico. Vai entender...
Mas algumas dicas podem ser bastante úteis até para quem não tem condições de pagar R$4.000 por uma bolsa ou pasta de notebook. Segundo o consultor de segurança Ricardo Chilelli, é possível evitar algumas surpresas. Por exemplo: colocar o carro em movimento assim que possível, e só depois colocar o cinto de segurança; nunca colocar o telefone de casa no verso de cheques e andar na rua somente com cópias de documentos autenticados.
A situação atual da segurança no país obriga todos, todos mesmo, dos mais ricos aos mais pobres (estes já acostumados com tal situação e mudanças nas atitudes diárias) a mudar comportamentos e rotina. Temos que estar sempre atentos, ligados, prevenidos, ou a qualquer momento, podemos ser pegos de surpresa, mesmo não tendo um carro ou utensílios que chamem a atenção dos mais desesperados por dinheiro fácil. Quem já passou por alguma situação de assalto ou roubo, sabe como tais dicas ou prevenções podem ser extremamente úteis e válidas nos dias de hoje. ...read more ⇒
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sexta-feira, 23 de março de 2007

Só aqui !

Mais uma vez venho a publicar em meu blog um texto sobre violência. É chato, é repetitivo, mas julgo necessário. Um tema atual, presente e sem soluções. Dia 11/03/07, entrei no site www.globo.com e vi em sua página inicial algumas chamadas básicas:

* Morre jovem baleada na sexta-feira
* Criança é jogada pra fora de carro em roubo (pelo menos essa não arrastaram...)

É desanimador e inacreditável ver tais coisas. Todos os dias temos chamadas, matérias, textos e mais textos falando sobre roubos, sequestros, assassinatos, balas perdidas e muitas, muitas outras situações parecidas. Fico imaginando o que deve pensar um estrangeiro qualquer, oriundo de Europas, Orientes e Américas do Norte ao ver um site como esse. Logo na primeira página o cara já vê uma pancada de notícias catastróficas, falando de morte, de tiroteio, de injustiça, maus tratos...que vergonha !!! O cara não deve nem acreditar que pode acontecer tanta coisa ruím num país só.
Tenho um amigo que está no Canadá com a namorada. Dia desses, resolveram mostrar para um casal de gringos, amigo deles, o nosso querido "Cidade de Deus". O filme é muito massa, super produção, muito bem escrito e tudo mais. Mas os gringos não acreditaram quando viram o filme, aquelas cenas todas, tiros, assaltos, menores armados vendendo drogas, etc, etc, etc. Tiveram que perguntar pro casal de brazucas se aquilo realmente acontecia por aqui. Para eles, era completa ficção. Toda essa situação já é normal pra gente, já estamos acostumados. Mas para os gringos... os caras custaram a acreditar que aquela "putaria" toda acontecia assim, a céu aberto, sem uma polícia eficiente que pudesse bater de frente, sem alguém pra impedir ou fazer algo para minimizar tal situação. Imagina se eles soubessem que aqui, a polícia é o ladrão, e o ladrão é a polícia. Ai ai. Eles não entenderiam nunca. E estão mais que certos. Nunca vai entrar na cabeça de pessoas que moram em um país de primeiro mundo, como Canadá, Suíça, etc, onde tudo, eu disso tudo funciona, que essa pilantragem toda possa realmente existir. Na Suíça, por exemplo, todo o serviço de saúde, educação, funciona perfeitamente, com as melhores condições, e gratuito para qualquer cidadão. O governo dá todo o suporte para você ter o mínimo de condição. Quem não estuda, quem não tem instrução ou condições, consegue um emprego digno, de caixa, balconista, limpador de monitor, (qualquer coisa!) com um salário razoável, que dá pra segurar a onda tranquilo no mês, numa boa. Dá pra comprar sua comida, sair com a namorada,e juntando uma grana, até comprar um carro. Só não trabalha quem não quer, ou melhor, quem é vagabundo mesmo ! É realmente outro mundo. Não dá nem pra comparar. Só indo para um país desses pra ver de perto a diferença, como as pessoas são tratadas, como as leis realmente funcionam. Quer fumar, quer cheirar? Fuma, cheira ! Lá, existem os lugares específicos e autorizados para o consumo de drogas, tudo licenciado, bonitinho. Agora vai beber uma cerveja na rua pra você ver o que acontece. É cana na certa !!! Não é igual aqui que você tem que limpar o cocozinho do seu cachorro na rua, ao passo em que os enormes cavalos da nossa querida polícia defecam em quantidades e cheiros absurdamente superiores, deixando para o primeiro trouxa, a oportunidade de pisar em uma dessas montanhas e chegar no trabalho um pouco mais p da vida. Se a gente tem que limpar o que o nosso cachorro faz, os "moços de bege" também deveriam limpar o que os seus respectivos animam produzem e deixam a céu aberto. Porra !! Brincadeira!
Só pra finalizar, uma frase minha que gerou polêmica em certa mesa de bar dia desses pra trás:
"Tenho mais esperanças da guerra no Oriente Médio acabar do que o Brasil se transformar num país de primeira"
Reflitamos... ...read more ⇒
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terça-feira, 6 de março de 2007

Só vendo pra crer

De uns tempos pra cá, resolvi ser mais seletivo em relação aos filmes que assisto. Na verdade, é raríssimo eu ver algum filme na TV. Simplesmente não tenho paciência. Pegar filme no meio, tentar entender tudo que já aconteceu... Muita gente vai dizer: "Pegue o guia de TV e verifique o horário em que começa." Mas realmente não tenho paciência. Quanto mais em casa. E também pelo fato de na TV não ter tantos filmes como os que ultimamente, tenho optado por assistir.
Existem filmes que me chamam muito a atenção e faço questão de pagar (barato!) para vê-los. Filmes com histórias simples, como "Lunes al sol", um filme de produção super barata, que conta o dia-a-dia de cinco amigos, que moram em uma cidade portuária da Espanha. A história mostra o cotidiano de cada um deles, em suas casas, o relacionamento com suas famílias e entre si, é claro. Filmes como esses dão de dez a zero em qualquer super produção americana. Pelo menos na minha opinião...
Após assistir filmes como esse, costumo sair do cinema leve, solto, livre...e não tenso, com a impressão de ainda estar preso na cadeira, após ver litros de sangue, 43894 mortes e tiros e muito, muito barulho. Credo!
Dou a dica para quem se interessar: um dos melhores lugares para assistir a filmes de qualidade e diferenciados é o Cine Humberto Mauro, com um preço de chamar a atenção e filmes que fazem qualquer um sair da sala com vontade de retornar.Às segundas, ocorre exibição do Cine Curta Circuito, curtas com produções super baratas e idéias interessantes, e "de grátis". Não custa nada ver. Nada mesmo. Ultimamente, o Palácio disponibilizou a Mostra "Passou Batido", com filmes bem interessantes, a um preço ridículo, se comparado com os Cinemarks da vida. Foram 6 filmes nesse mostra, divididos em duas partes. Vi todos. O que mais me chamou atenção foi "Familia Rodante", uma produção argentina, contando a história de uma família (adivinhem o nome?), que viaja 1000km, dentro de um trailer super apertado, rumo à Missiones, para o casamento de uma das parentes. A história é essa. E só. Após "Familia Rodante" (vi duas vezes, uma só pra acompanhar meu amigo Toddy...ele tinha q ver essa pérola!), saí pela Afonso com uma vontade enorme de morar um, dois, três anos na capital latina mais européia que existe. Uma vontade de ter o castelhano fluente, falar todas aquelas gírias, estar presente no dia-a-dia daquela cultura que está tão perto, mas é tão diferente da nossa. Não que eu não goste da nossa cultura, pelo contrário. Adoro. Mas o filme realmente me fez sentir um êxtase, uma vontade de ser argentino, sei lá. Coisa de louco mesmo, coisas que só algumas produções podem fazer, ao contrário de tantas outras, que nada acrescentam. São histórias simples, mas que trazem um retorno sem preço.
Atualmente, a bola da vez são quatro filmes do diretor alemão Wim Wenders, um dos nomes mais consagrados do cinema mundial. Até agora vi apenas dois dos quatro filmes disponibilizados. A impressão que tive , por enquanto, é de uma relação muito intensa de Wenders com a cultura japonesa, especialmente pela cidade de Tóquio. Realmente vale a pena e não custa nada. Quer dizer, custa sim, R$2,50, mas fala sério. O valor é ridículo e o custo-benefício, altíssimo.
Quem puder ir, vá. E depois me conte. ...read more ⇒
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

ABC, ABC...

Não tem muito tempo que descobri o verdadeiro e imenso valor de ler e escrever. Sempre gostei de escrever, acho que puxei isso da minha mãe, ela também adora escrever e pensava em ser jornalista, mas por forças do destino, isso não foi possível. Mas tenho certeza que ela daria uma ótima redatora. Quando era moleque, adorava escrever textos, redações, provas em grupo, era tudo eu quem escrevia. Adorava. Ultimamente, tenho mais lido do que escrito. E pra leitura, não tem limite: até bula de remédio é útil. É interessante ler de tudo, para saber quais são as linguagens utilizadas, as formas de escrita, as técnicas, etc. A bula tem sua linguagem, assim como os gibis têm a sua própria e tantas outras formas de leitura, como revistas, jornais, editais de concursos (esses eu tenho lido muuuuito ultimamente...rs...) e por aí vai.
Não custa nada ler o que está ali na sua frente. Nada mesmo. Serão alguns ou vários minutos que serão despendidos e que podem dar uma outra percepção, um outro jeito de ver as coisas. Além de se manter atualizado, é claro. Coisas que a gente nem imaginava e que ficou sabendo depois daquela leitura rápida numa matéria de jornal ou em algum site na internet. Ou até mesmo lendo livros. Aí, o tempo para leitura é maior, mas vale a pena. Nesse caso, o interessante é o despertar da imaginação, da criatividade. Livros são diferentes de matérias, que são diferentes de gibis, que são diferentes de pichações (apesar destas danificarem patrimônios públicos). Todas as formas de escrita têm a sua importância, o seu caráter único e válido.
Como disse anteriormente, tenho mais lido do que escrito e esse foi um dos fatores primordiais para a criação deste blog. Cheguei a escrever alguns textos, sobre algumas situações específicas, alguns ficaram até legais. Até um livro eu comecei a escrever ! Acho ótimo porque eu acabava praticando a minha escrita e exercitando a criatividade, que muitas vezes teimava em não aparecer. Mas criatividade é como leitura e escrita: tem que praticar. Se não praticar, fica difícil. Quanto mais se pratica, mais fácil fica, mais as idéias aparecem e as palavras também, quando se vai escrever. Hoje, os textos ficaram pra trás. Mas não os esqueci. Tenho-os guardado para algum dia reler, mexer, e quem sabe divulgar. Espero escrever outros contos, crônicas e afins, mas no momento, prefiro me dedicar ao blog. Recém criado, tem que ser valorizado. E hoje, neste nosso mundo virtual, a existência de um blog é um dos meios mais fáceis para divulgar o que se quer, seja textos, fotos, vídeos, etc. Não colocarei esses textos mais antigos aqui, quem quiser pode me pedir que eu envio com o maior prazer.
Apesar de não estar presente nem acompanhando o dia-a-dia de escolas, acredito que hoje a leitura e escrita são muito pouco solicitadas e exercitadas pelos futuros publicitários, redatores, jornalistas e qualquer coisa que os pequenos queiram ser no futuro. Escrita e leitura não são importantes somente para jornalistas e cia ltda. não. Todos, todos devem ter o hábito, no mínimo da leitura. Muitas pessoas não sabem a importância que existe em tal atividade, em como isso enriquece o pensamento, a mentalidade e a cabeça de uma pessoa. Só vendo pra crer. Quer dizer, lendo. Vi uma reportagem sábado no Jornal Hoje que fiquei impressionado. Esqueci o nome do senhor. Ele é da Academia Brasileira de Letras, tem a maior biblioteca particular do país e lê, em média, cem, eu disse cem (!!!) livros por ano. Uma média de um livro a cada três dias. Segundo ele, três livros por semana é coisa normal. E com certeza, ele não lê livros com menos de 200 páginas. Imagino os livros que esse cara deve ler. Além disso tudo, o cara tinha ainda em sua biblioteca, livros originais, como Vidas Secas, que foram depois encaminhados para a tipografia. Só isso que o cara tinha: o original de Vidas Secas, de Graciliano Ramos, um dos livros mais importantes da literatura brasileira. Coisa raríssima. Ler um livro desse, mesmo que não seja o original, é ler parte da história do Brasil, é como ter em mãos uma camisa de Pelé, uma letra de samba escrita por Cartola. Coisa rara mesmo.
Pois então, para finalizar, esse é meu conselho: leiam, leiam, leiam. De tudo. Se puder andar sempre com um livro a tira-colo, na mochila, na bolsa, no porta-luva, melhor! Tenho certeza que em algum momento, esse livro será útil, e quem sabe, um "click" irá fazer com que o devido valor seja dado ao hábito da leitura. Vale a pena ! ...read more ⇒
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Quando chove, fode.

Impressionante como o trânsito de BH se transforma quando chove. O movimento pode estar uma beleza, mas quando começa a cair água...fode. E fode mesmo. Pára tudo. Pode ser na Savassi, na Pampulha, na Floresta, em qualquer lugar. E haja paciência. Tanto pra encarar a lentidão como pra suportar as buzinas, que são incessantes. Como se fosse resolver algo. Será que o povo acha que buzinando, todos os carros que estão na sua frente vão sumir? Que os sinais vão abrir? Não adianta. Só piora e estressa mais. Sem chuva, o trânsito já é complicado. O número de carros nas ruas aumenta cada vez mais, principalmente em sextas-feiras. Quando chove então...
Andando pela Getúlio Vargas, debaixo de um temporal, pude andar por entre aqueles carros parados, ver de perto aqueles rostos de motoristas tensos, ansiosos em chegar ao destino. Parece que dariam qualquer coisa pra sumir dali. Pra quem estava dentro de ônibus lotado, pior ainda. Mas, o "mais" pior de todos era pra quem pegava táxi. Ai meu bolso! Espertos ou sortudos aqueles que têm um livro, um i-pod, ou algo mais interessante pra passar o tempo. Mas no final das contas, estão todos no mesmo carro. Quer dizer, barco...
Pra quem anda a pé, a situação não é das melhores, mas é "menos" pior. Não precisa gastar grana e se tiver uma capa de chuva decente, fechou. Os olhos dos motoristas e passageiros acompanham o andar daquele que, debaixo de chuva, parece estar em melhores condições. A sensação de não poder se mover é bastante incômoda, principalmente quando se está dentro de um veículo, que tem exatamente o objetivo contrário: chegar mais rápido, agilizar o processo de locomoção. A vontade que se tem é de deixar o carro e sair andando, nem que seja ao redor do carro, pelo menos pra tirar esse peso incômodo de não poder se mover, de se estar "preso" a um lugar fixo. Credo. Haja paciência mesmo !! Só quero ver quando eu, que tenho a paciência muitas vezes do tamanho de uma ervilha, passar por uma situação dessas. Vou precisar de um kit-desespero no carro: lanche, livro, palavra-cruzada, boneca inflável...qualquer coisa.
O que não dá é ficar suportando buzina na cabeça e congestionamento imutável. Fode mesmo! ...read more ⇒
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Olho vivo

Cada dia que passa me impressiono mais com as coisas que vejo e ouço. E olha que não é só no Brasil que essas coisas acontecem. Quem tem o mínimo de informação e conhecimento, sabe que há pouco tempo atrás, nos EUA, várias crianças morreram baleadas após um colega de sala, entrar na escola atirando em quem aparecesse pela frente. Sobrou até pros funcionários. E esse episódio se repetiu outras vezes, em outros estados. Quem não sabe disso , é um alienado, como diz um certo "Lóia". Aqui no Brasil, as "novidades" são mais antigas e bem mais presentes no dia-a-dia. Mas isso não quer dizer que estejamos acostumados. Ainda mais, pelo fato dos crimes e barbáries acontecerem cada vez com mais frieza e desrespeito às autoridades, à população. Só pra citar alguns acontecimentos: um estudante universitário que entrou em um cinema de São Paulo atirando pra todo lado. Imagina a loucura dentro de uma sala de cinema escura e lotada de gente que procurava se distrair, buscar uma opção de lazer no final de semana. Outra: veículos incendiados com gente dentro. Pode ser carro, ônibus, ter criança dentro , recém-casado, filho, o que for. E uma última citação, a mais recente, e que causa a maior frustração e revolta(até o momento de acontecer a próxima e mais bárbara...): o garoto João de 6 anos, carioca e botafoguense, apaixonado por futebol, foi arrastado do lado de fora do carro de sua mãe, preso pelo cinto de segurança, por 7km durante 15 minutos, atravessando 4 bairros da capital fluminense.E sinceramente, vão acontecer outras situações parecidas ou até piores. Não quero ser pessimista e sim realista. Ou alguém acha que tais atos irão cessar ou diminuir? Desrespeito hojé é o que se mais vê por aí. É torcedor batendo em policiais em estádios, é bandido metralhando cabine de policiamento, fechando pista pra assaltar quem passe, e por aí vai. O que mais se tem são opções de crime e histórias pra contar. Com certeza, alguma situação de extrema violência e absurdo já aconteceu com você ou com algum conhecido seu. Pergunte e comprove.
Tanta coisa assim me fez parar pra pensar. Sou novo demais, tenho só 23 anos e muita coisa ainda deve acontecer em minha vida. Boas e ruins. Por que escrevo "deve"? Porque não tenho certeza de mais nada, ninguém pode ter a garantia de sair para um bar, ir a um show e voltar do jeito que foi. Nem garantia de chegar ao nosso destino temos mais. Acabei dando mais valor à minha vida, depois de muito pensar, ver, rever, escutar, ouvir e sentir na pele (mesmo que não fosse comigo) tais situações que acontecem no dia-a-dia do nosso enorme país. E olha que ficamos sabendo de pouquíssimas coisas, comparada ao número de barbáries que acontecem todos os dias. Imagino tudo que tenho pela frente: as pessoas que poderei conhecer, os trabalhos que poderei fazer, as experiências que poderei vivenciar, o meu futuro...filhos, casado, minha casa, uma vida estável ao lado de quem amo de verdade. Mas sempre uso o "poderei", "devo", "quem sabe...". A realidade me obriga a isso. Não temos garantia de mais nada. O jeito é ter paciência, muito jogo-de-cintura e encarar a realidade. Pretendo viver muito tempo e gostaria muito de saber como estará nosso país daqui a 20, 30 anos, acompanhar o crescimento de filhos que eu venha a ter, cultivar minhas amizades verdadeiras , estar presente com minha família nos seus próximos aniversários e celebrações, ver de perto o tão glorioso Atlético Mineiro em seus mais de 100 anos de história...enfim. É muita coisa pra acontecer, pra estar perto, pra vivenciar. O mundo dá voltas e quero ter uma vida longa, experiências que me façam crescer e ver as diferenças que existem em cada canto que vou, em cada passo que dou. Mas o medo existe. E é muito complicado ignorá-lo. Finjo que esqueço e continuo a tocar minha vida. Com dificuldades, sem grana, mas com disposição de sobra pra encarar o que for. Se não vai no peito, vai na raça! ...read more ⇒